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15 de outubro de 2024Equivalência do Diploma Médico em Portugal: O Caminho para Exercício da Profissão
A validação do diploma de medicina em Portugal é um processo essencial para médicos formados no exterior que desejam atuar no país. Com a crescente demanda por profissionais de saúde e o interesse de muitos estrangeiros em construir uma carreira em solo português, entender as etapas para obter a equivalência do diploma é fundamental.
Indice do conteúdo desse artigo:
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Como funciona o processo de equivalência do diploma médico em Portugal?
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Que tipo de reconhecimento devo solicitar e o que é?
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Qual a documentação necessária?
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Dicas para facilitar o processo?
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Considerações finais

Como funciona o processo de equivalência em Portugal?
O reconhecimento do diploma médico em Portugal é realizado através das universidades portuguesas que oferecem cursos de medicina. O processo segue algumas etapas essenciais:
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Escolha da Universidade: O candidato deve selecionar uma universidade portuguesa que possua um curso de medicina e que esteja habilitada a conceder a equivalência do diploma. Algumas das instituições mais procuradas incluem a Universidade de Lisboa, a Universidade do Porto e a Universidade de Coimbra.
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Envio da Documentação: É necessário apresentar uma série de documentos, como diploma original, histórico escolar, ementas das disciplinas cursadas, entre outros. Todos os documentos precisam ser autenticados, reconhecidos por apostila de Haia ou legalizados pelo consulado português, e, em alguns casos, traduzidos para o português por um tradutor juramentado.
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Análise Curricular: A universidade avalia a formação do candidato para verificar se o curso realizado no exterior é equivalente ao programa de medicina em Portugal. Essa análise pode levar em consideração a carga horária das disciplinas, conteúdos programáticos e estágios clínicos realizados.
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Provas de Conhecimento: Os candidatos geralmente precisam realizar provas teóricas e práticas para comprovar seus conhecimentos na área. Essas avaliações podem incluir:
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Exame teórico: Prova escrita abordando temas fundamentais da medicina, como clínica médica, cirurgia, ginecologia e pediatria.
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Exame prático: Avaliação das habilidades clínicas em ambiente hospitalar ou simulado.
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Apresentação oral a uma banca examinadora: Relatório curricular, tese ou dissertação.
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Estágio ou Período Complementar: Dependendo da avaliação curricular e do desempenho nas provas, pode ser solicitado que o candidato cumpra um estágio em um hospital universitário ou conclua disciplinas adicionais. Esse estágio supervisionado permite que o profissional se familiarize com o sistema de saúde português e suas diretrizes.
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Prova de comunicação médica: Em alguns casos, pode ser exigida uma prova de proficiência na língua portuguesa para garantir que o candidato consiga se comunicar de forma eficaz com pacientes e equipes médicas.
Que tipo de reconhecimento devo solicitar e o que é?
Quem pretende reconhecer o diploma médico em Portugal deverá fazer na modalidade denominada reconhecimento específico, que é o ato que permite reconhecer um grau ou diploma de ensino superior estrangeiro idêntico a um grau académico ou diploma de ensino superior português, através de uma análise casuística do nível, duração e conteúdo programático, numa determinada área de formação, ramo de conhecimento ou especialidade.
Qual a documentação necessária?
De acordo com o n.º 2 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 66/2018, deve apresentar um documento que comprove de forma inequívoca que o grau ou diploma foi atribuído, nomeadamente:
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Cópia do Diploma ou de documento emitido pela instituição de ensino superior estrangeira comprovativo da titularidade do grau ou diploma para o qual é requerido o reconhecimento, autenticada pelas autoridades competentes para o efeito;
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Cópia simples de documento emitido pela instituição de ensino superior estrangeira em que conste número de registo de grau ou diploma, no caso das instituições de ensino superior estrangeiras que disponham de registos centralizados passíveis de consulta pública através de identificador único;
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Diploma ou certificado emitido pela instituição de ensino superior estrangeira, em versão original, comprovativo da titularidade do grau ou diploma para o qual é requerido o reconhecimento.
Para além da documentação mencionada, pode ser solicitada documentação especifica, nomeadamente:
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Documento emitido pela instituição de ensino superior estrangeira onde constem as unidades curriculares em que o requerente obteve aprovação, e que conduziram à obtenção do grau ou diploma a que solicita reconhecimento, bem como os respetivos conteúdos programáticos, a duração dos estudos conducentes à obtenção do grau e a respetiva classificação final.
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Quando se trate de um grau correspondente ao nível de mestre, uma cópia digital ou digitalizada da dissertação defendida ou do trabalho de projeto, ou do relatório de estágio.
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Quando se trate de um grau correspondente ao nível de doutor, uma cópia digital ou digitalizada da tese defendida, excetuando quando esta tenha sido substituída por outros trabalhos de investigação, obras ou realizações artísticas, caso em que devem ser entregues em formato digital ou digitalizado os elementos apropriados para conhecer o teor da investigação realizada e as fundamentações que explicitem o processo de conceção e elaboração, a capacidade de investigação, e o seu enquadramento na evolução do conhecimento no domínio em que se insere.

Dicas para facilitar o processo?
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Planejamento antecipado: O processo pode ser longo e burocrático, por isso, é essencial que o candidato organize toda a documentação com antecedência.
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Estudo direcionado: Para ter sucesso nas provas, é recomendável que o candidato revise os conteúdos médicos segundo as diretrizes do ensino em Portugal.
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Busca por apoio: Contar com grupos de apoio de médicos que já passaram pelo processo pode ser muito útil para esclarecer dúvidas e compartilhar experiências.
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Atenção aos prazos: Cada universidade possui calendários específicos para submissão de documentos e realização das provas. Estar atento às datas evita contratempos.
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Preparação para a adaptação cultural: Compreender o funcionamento do sistema de saúde português e suas particularidades pode ser um diferencial para uma melhor integração ao mercado de trabalho.